THOUSANDS OF FREE BLOGGER TEMPLATES �

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Estás sempre no meu coração.

Estava na minha cama. Era dia seis de Outubro de 2003. Com os meus doze anos, acordava sempre ansiosa por ir para a escola, para poder contar ás minhas amigas as novidades sobre os rapazinhos que me cortejavam na altura. Naquela manhã, não foi a minha mãe que me acordou como de costume. ‘’- Filha, levanta-te, a mãe foi para o hospital!’’ disse o meu pai. Tinha chegado o dia. O dia mais esperado desde que me lembro de existir. A alegria veio instantaneamente como se de um relâmpago se tratasse. Tinha pressa em chegar á escola naquele dia também, mas uma pressa genuína. Naquele dia, tinha algo realmente bom para partilhar.
Na escola, contava todos os minutos para que chegasse a hora de saída, como nunca o tinha feito antes. Finalmente. Caminhei a passos largos para casa da minha avó e telefonei á minha mãe. Ela chorava de saudades. Eu sorria de alegria.
E la estava eu, subindo as escadas do hospital em direcção ao quarto onde estava a minha mãe. Subia-as uma a uma, rumo á felicidade.
Cheguei. Vi a minha mãe e reparei na pequena criatura ao seu lado. A pequena criatura era o motivo da minha alegria. Com todo o seu esplendor, tão pequenina, tão frágil. Aquela menina era minha e só minha. A minha irmã.
Mal eu sabia que a ia amar tanto. Mal eu sabia o que aquele pedaço de gente ia significar para mim.
Vejo cada progresso no seu desenvolvimento. Vejo cada sorriso, cada lágrima, cada birra, cada mimo. Saboreei as primeiras palavras e as primeiras passadas na minha direcção.
É ela que, apesar de toda a inocência típica de uma menina de 4 anos, percebe quando algo está mal comigo. Sou eu o seu porto de abrigo quando todo o mundo parece ter-lhe virado as costas. É nela que eu penso a toda a hora.
Penso numa menina pequenina que, apesar de já ter mais de metade do meu tamanho, nunca vai deixar de o ser: A minha menina. Para sempre.

Adoro-te mais que tudo e todos, Catarina.

11 observações:

paddy disse...

E eu que quando o meu irmão nasceu estava no Algarve porque não queria perder as férias=P mas irmãos são irmãos não é :)

Já conheço o don't kill me tonight há uns anos, é gira*

Anónimo disse...

Um texto tão sincero... sorri como se fosse a menina que plena de felicidade por ter recebido uma irmãzinha!
Não tenho assim tanta diferença do meu irmão mais novo (simplesmente, dois anos), não lhe ouvi as primeiras palavras, nem me deliciei com os seus primeiros passos. Mas, apesar disso, é das pessoas mais importantes para mim.
Visto a diferença ser pouca, acabo por funcionar como um exemplo e uma confidente, ao mesmo tempo.
E sabe tão bem!

Obrigada por me teres feito disfrutar deste momento, justamente no final do meu dia.

Bom dia para ti, amanhã!

Sandra disse...

Adorei ler o teu texto...muito giro!
Olha comigo foi ao contrário quando nasceu o meu irmão mais novito estava super feliz mas só chorava porque queria ficar com a minha mãe! LOLOLOL

E já tinha quase 8 anos...ai...sempre fui uma chorona!:))))

Beijinhos para ti e para a tua irmã!

Mafalda disse...

Uma bonita dedicatória de amor, para mostrar à Catarina quando a pequena andar na escola a aprender a ler.

Acho que este texto lhe vai roubar umas lagrimazitas.

Mas lágrimas boas, de amor incondicional.


Beijinhos*

MJ disse...

Que lindo, Paulinha!!:)

Adorei essa descrição do momento do nascimento da tua irmã...

Também eu gostava de ter uma sobrinha ou uma filha... Só me saiem sobrinhos!LOL:)

Continua assim a escrever com tanto sentimento... :)


Muitos beijinhos para as duas manas!:)

Anónimo disse...

Ahhh por isso e' que me falavas nas irmãs Catarinas!!! =p

Eu sempre quis um maninho, ou uma maninha, mas a mama num quis.. eu devia ser muito chata e ela num quis outro igual a mim.. fiquei filha unica..

Odeio ser filha unica!

Pipe Shadow disse...

Não tive a oportunidade de ser irmão mais velho.
Sou o mais novo...

O que retratas e a forma como retratas, mostram um sentimento latente, forte e muito lindo.

Parabéns pelo post e principalmente pela mana... ;)

bjs

Maria disse...

É tão bom ter irmãos...:) Como tenho pena de so ter um.

um bjnho.

Manuela Peixoto disse...

tão linda a descrição.... saudades desses tempos, em que ainda eram pequenas criaturas...agora são grandes, alguns maiores que nós...

Lia disse...

Quando o meu irmão nasceu só me lembro de o meu pai me pegar ao colo para espreitar para o berço dele. Para mim aquele berço era muito alto e ainda hoje acho que o meu irmão estava num berço especial, porque a imagem com que eu fiquei é realmente de um berço muito alto. Enfim...quando éramos mais novos andávamos sempre à luta e a discutir, agora já somos mais amigos que outra coisa.

Beijinho e parabéns!

Cátia disse...

Eu cá não tenho irmãos nem irmãs :( Nunca saberei o que é ser tia. lool

 
Clicky Web Analytics Clicky