Onde pára a ciência? Onde estão os limites para a tecnologia? Fará sentido falar em barreiras para o infinito?
Cada vez mais, o Homem e apenas o Homem tem vindo a remexer em todas as peças deste jogo que é a Natureza. E tudo parece fazer sentido até ao momento em que algo corre mal. Tudo parece melhorar até ao instante em que destruímos a nossa própria matéria-prima.
E o que são, então, os limites? Diz-se que a nossa liberdade acaba onde começa do outro. Não estaremos a ir para lá da filosofia e dos valores morais quando falamos em clonagem?E, agora, podemos colocar-nos sob duas perspectivas: Escolhemos o caminho do optmismo e afirmamos que a clonagem pode ser útil para ultrapassar os problemas de infertilidade de alguns casais, curar doenças, melhorar o sucesso de transplantes de órgãos ou até mesmo tornar um outro alguém genticamente igual a nós mesmos; ou interpretamos tudo isto com pessimismo, já que não deve ser assim tão benéfico diminuir a variabilidade genética,acabar com valores morais e sermos colocados no mundo a partir de um grupo de cientistas que mal iremos conhecer , com alguma intenção. Para ilustrar, temos o exemplo da clonagem de soldados para a guerra. Que personalidade teria alguém sem bases educativas e com destino traçado antes de existir?
E, como sempre, reflectimos. Paramos para pensar e somos obrigados a decidir em que perspectiva nos colocamos sobre um tema a que nos coube explorar. Não poderá existir um meio-termo?A clonagem pode ser útil, sim, para fins terapêuticos. É moralmente aceite quando utilizada para melhorar a nossa sobrevivência, para diminuir o sofrimento, para criar um melhor estilo de vida, como toda a tecnologia nos permitiu até agora. Porém, a clonagem passa para o ‘’lado negro’’,quando é usada para o rejuvenescimento ou para nos disponibilizar um ‘’catálogo’’ de escolha de seres humanos.
Porque existem peças de teatro em que devemos ser apenas espectadores. A Natureza é uma delas.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Copy paste
Escrito por Paulinha eram precisamente 21:16
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

9 observações:
Para mim, não faz sentido ético/moral a clonagem de individuos, só pelo objectivo de obter uma cópia. Se estamos a falar em investigação médica, relativa a transplante de orgãos por exemplo, isso tem a sua razão de ser, mas restringido a isso mesmo, um tratamento terapêutico.
Criar clones para soldados é o argumento mais desumano que algum ouvi. Vamos criar pessoas para as enviar para matadouros com fins políticos?? Nem mais comento.
A ciência não conhece limites, e duvido que algum dia venha a conhecer, para além dos limites da física e química que nos delimitam a realidade claro.
Em termos gerais o limite para a ciência é o limite da imaginação humana... por aí se vê o longe que estamos de esbarrar numa fronteira...
De acordo. Deviam haver limites. Mas a ciência não os conhece. E isso por vezes prejudica o mundo onde vivemos.
Bem isto dava para um debate que nunca mais acaba. Penso que acima de tudo a ciência tem de respeitar os direitos humanos. Os benefícios/prejudícios são variados, mas vivemos num mundo desenvolvido e devemos chegar a um consenso.
Sim, são precisos limites. Não temos o direito de clonar por mero capricho. Mas isto já tem vindo a ser ter de debate desde há alguns anos e, parece-me, prolongar-se-á por mais alguns!
A questão das doenças e suas curas tem um fundo de nobreza em si...porém o Homem já provou inúmeras vezes da sua propensão para a maldade e do uso de recursos que poderiam ser direccionados apenas para o bem, acabando por ser movidos para a destruição...é tudo uma questão de perspectiva e de consciência...e tudo está de facto em nós!
convém alcançar um equilíbrio. a evolução e a ciência não podem ser paradas mas convém que exista um pouco de bom senso. não podemos negar q a clonagem trará benefícios, se for convenientemente investigada e, posteriormente, utilizada.
(obrigado pelo comment no meu blog, só agora é q me deu para passar por aqui com um pouco mais de atençao! *)
é verdade, esta rápida evolução não nos há-de levar a bom porto, há que saber parár e abrandar...
Assunto delicado este.
Uma coisa é certa, quando abrirmos uma excepção ela vai ser explorada até ao limites!
Levantas algumas questões bem importantes mas as respostas, essas, nunca chegarão em tempo util.
bjs
A ciência. como tudo, está sujeita às pressões económicas e políticas. A clonagem, tal como a desflorestação, tal como os organismos transgénicos que levam à extinção os insectos seus dependentes e todos os animais seguintes na cadeia alimentar - entre outros efeitos terríveis - é apenas realizada se e quando se verificar que é rentável fazê-lo.
A ciência tem uma ética própria, mais uma vez como tudo. E mais ainda, a ciência é feita de homens e mulheres com os valores e princípios de cada um individualmente; alguém se poderá recusar a fazer clonagem por algum motivo ético viável e outra pessoa poderá aceitá-lo por motivos pessoais, de carreira ou monetários.
A ética científica estabelece limites sim! Tal como a Constituição Portuguesa! Mas no entanto há sempre quem a corrompa para atingir os fins que lhe trouxerem benefício.
O conhecimento científico provavelmente não terá limites; a ética científica estabelece-os embora não de forma absoluta.
(Estamos longe, politica e economicamente, de haver sequer condições para serem "fabricados" soldados-clone... para além disso, seria facilmente descoberto e tratado esse problema...)
Enviar um comentário